jan 29 2010

Há sempre uma canção para contar

mpb
A fotógrafa CONCEIÇÃO ALMEIDA abre mais uma vez o seu baú para contar em imagens a história da MPB dos anos 70.
Com o título “Há sempre uma canção para contar…”, verso da música Fotografia do maestro Tom Jobim, ela revela momentos ímpares de uma simplicidade que pairava naqueles anos.

Onde: Photozofia Arte & Cozinha em São Francisco Xavier – SP
www.portalsfx.com.br ou www.saofranciscoxavier.com.br
www.blog.photozofia.com.br - www.photozofia.com.br
Largo São Sebastião, 105 – inf: 012 3926 1406 - contato@photozofia.com.br
Vernissage aberta: 5 de fevereiro as 20h
exposição de 5 de fevereiro a 7 de março
horário: de quinta a domingo das 16h as 20h

O PASSADO DO MELHOR PRESENTE, NAS FOTOS DE CONCEIÇÃO ALMEIDA.
Wladimir Soares
Há toda uma geração de artistas brilhando na música popular brasileira. Muitas vezes esse brilho torna-se ocasional e dura pouco. Na hora de se mencionar os artistas importantes da MPB, os nomes citados são os que brilham há mais de 30 anos. Os nossos ídolos ainda são os mesmos. A fotógrafa Conceição Almeida guardou todos os negativos das importantes fotos que ela tirou registrando o nascimento de alguns desses ídolos. E mais uma vez ela abre o baú e traz essas relíquias ao Photozofia no mês de fevereiro em exposição da história fotográfica da MPB dos anos 70.
Conceição é um dos seres privilegiados que estava no lugar certo na hora certa. No começo de sua carreira, Conceição era fotógrafa de gravadoras e revistas. Sua missão: registrar o aparecimento de novas estrelas, de Raul Seixas a Marina, de Cazuza a Simone, de Zé Ramalho a Zizi Possi. Conceição não registrou o nascimento de estrelas como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa e Elis Regina porque ela não é tão precoce assim. Mas, nos seus guardados Conceição tem fotos preciosas dessa turma que compõe a seleção titular da MPB. Impossível não se emocionar diante de tanta preciosidade.
Com esta exposição documental e descontraída Conceição se inspirou numa exposição de Linda Mc Cartney em Londres nos anos 70, com uma apresentação despojada esteticamente mas com conteúdo precioso. Salta aos olhos a simplicidade que reinava no período de ouro da moderna MPB, um deleite a espontaneidade de Chico Buarque trocando de camisa para as lentes de Conceição. Impossível não se encantar com o despojamento de Caetano Veloso em sua fase mais andrógena, que logo iria encontrar mais ressonância em Ney Matogrosso, também aqui exposto. E a beleza plástica do beijo assexuado entre Gal Costa e Sonia Braga revela ainda mais o talento e o senso de oportunismo da grande fotógrafa. Nove entre dez artistas que começaram seu reinado nos anos 70 foram captados pela objetiva da fotógrafa que já fez exposições individuais no MIS, Museu da Imagem e do Som com o seu acervo de Raul Seixas o que levou a Revista Rolling Stone fechar a sua edição em homenagem aos 20 anos de morte de Raul com suas fotografias em capa e interior da revista e revelar a atemporalidade da expressão do artista. Conceição soube ter paciência para aguardar o momento certo para expor suas fotos. Revelando ao mundo seu acervo, Conceição também inscreveu seu nome no panteão de importantes e famosos.


dez 26 2009

Exposição MIGUEL BORAÑOS

As indagações de uma tragetória remetem a diversos universos exploratórios, pois a construção de uma obra está na atitude persistente da pesquisa pessoal.

A insistência na produção vital para a sobrevivência do artista está relacionada à verdade interna e aos sonhos que povoam uma consciência.

Ao observar o trajeto de Miguel Boraños encontramos, na gênese da concepção plástica, como em outros artistas, a discussão da figura. A busca, que tem início na representação naturalista, gradativamente caminha para a não-representação da figura.

No envolvimento do trabalho, detectamos que a figura é um espectro, um ser volátil que pulsa e, ao mesmo tempo, não existe.

No olhar do artista a realidade processual apresenta as inquietações no contraste da sombra e da luz e na diluição da forma, questiona o tempo e o espaço na estrutua bidimensional. A presença da gestualidade é destacada com a organização cromática, que tem como resultado uma dinâmica visual.

Na contricuição plástica do artista Miguel Boraños, o ser-obra presente não é palpável, mas ainda percebido entre as camas sobrepostas pelo pigmento.

Agda Carvalho

miguel-int

nov 10 2009

SHUNYATA exposição por DWARI

O Photozofia Arte & Cozinha

convida para a abertura da exposição da artista plástica DWARI.

SHUNYATA

por dwari

Para o Zen, a experiência da consciência

acontece no Vazio ou “Shunyata”.

dwari

Assim, todo objeto deve ser assimilado

a partir da inefável lacuna existente em sua realidade:

é no vazio do intervalo entre dois momentos espaço-temporais –

uma aparente ruptura entre o Ser e o Não-Ser,

que se dá a sutil percepção da pureza de significados do objeto.

É aí que somos capazes de apreender os atributos deste objeto

conforme ele se apresenta aos nossos sentidos,

para então captar a sua arte.

Dwari é uma artista brasileira que trabalha com pintura em técnica mista sobre papel ou tela e escultura em argila e concreto. Após vários anos na Europa e na India, vive atualmente no Brasil, onde desenvolve seu trabalho artístico e oferece aulas e workshops em processo criativo e pintura.

A arte sempre esteve presente em sua vida, mas foi a partir de 1998, quando decidiu morar na India, que esse potencial se desenvolveu e se tornou parte do seu cotidiano. Permanecendo aí por quatro anos, pode se dedicar ao desenho e à pintura e explorar o processo criativo nas mais diversas abordagens de escolas e filosofias orientais.

Desde que retornou ao Brasil, continuou sua formação artística, buscando as bases teóricas e práticas para o aprimoramento do seu trabalho.

Da Índia trouxe os nanquins, as aquarelas, os papéis artesanais de pura fibra de algodão e o hábito de muita água, que se transformam em fluidez e espontaneidade e no jogo de revelação e mistério das inúmeras transparências sempre presentes em sua obra; da sua formação multidisciplinar e do engajamento na questão ambiental emerge o tema das matas e florestas em toda sua força e também vulnerabilidade.

Informações:

dwarionart@gmail.com

http://www.dwarionart.blogspot.com/


set 29 2009

Denise Foster abre exposição neste domingo

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Apresenta 21 telas, 11 utilizando a técnica acrílico sobre tela e 10 óleo sobre tela. Faz telas , ora usando cores vibrantes ora utilizando somente o preto e branco e as diversas tonalidades do cinza. Retrata em suas pinturas cidades, paisagens e indivíduos em cenas do cotidiano.

denise